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  Da Abolição Inacabada à Luta pela Jornada 5x2: O Trabalho como Espaço de Dignidade A história do trabalho no Brasil é marcada por uma transição incompleta. Quando olhamos para a mobilização atual pelo fim da jornada 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso), não estamos discutindo apenas escalas de horários, mas sim o capítulo mais recente de uma luta secular por dignidade, tempo livre e o direito à vida além da produção. O Peso da Herança Histórica A abolição da escravidão em 1888 não veio acompanhada de políticas de integração ou garantias de subsistência para a população negra. O que se viu foi a substituição de um regime de exploração total por um modelo de trabalho precário, onde a "liberdade" era limitada pela necessidade de aceitar condições exaustivas para garantir o mínimo para sobreviver. Essa herança moldou a mentalidade de gestão no Brasil: uma visão onde o lucro é maximizado através da exaustão do trabalhador. A jornada 6x1 é um reflexo moderno de...
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  Herdeiros da Resistência: Lançamento e Sarau na Paulista! Amigos e leitores do blog, É com muita alegria que convido todos vocês para um momento especial de celebração e luta. No próximo dia 30 de maio , vou lançar oficialmente o meu novo livro: "Herdeiros da Resistência – A juventude e o mundo do trabalho" . Este livro é o resultado de anos de sala de aula, formação sindical e da crença inabalável de que a educação e a história são ferramentas de libertação. Além do bate-papo sobre a obra, teremos um Sarau para celebrar a nossa cultura e a nossa resistência. Anote na agenda: 📍 Local: Regional Paulista do Sindicato dos Bancários – Rua Carlos Sampaio, 305 – Bela Vista/SP (Próximo ao metrô Brigadeiro) 📅 Data: 30/05 (sábado) ⏰ Horário: 19h Para nos ajudar a organizar o espaço e a recepção, peço a gentileza de confirmarem a presença pelo link abaixo: 👉   Confirmação de Presença  – Fill out form Vamos juntos fortalecer essa rede. Afinal, a histór...

8 de Março: Mais que uma data, um símbolo de resistência

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  Hoje é 8 de março e a gente precisa falar a real: esta data vai muito além de flores ou homenagens de calendário. É dia de lembrar da luta pesada que as mulheres encararam ao longo da história por respeito, direitos e justiça. No meu novo livro, "Herdeiros da Resistência - A Juventude e o Mundo do Trabalho" , que logo mais estará nas mãos de vocês, eu resgato justamente essa origem que começou no chão das fábricas e nas ruas. Separei um trechinho para compartilhar aqui com vocês sobre como a coragem dessas mulheres mudou o mundo no século XX: O 8 de Março: Do Chão de Fábrica à Revolução As raízes do Dia Internacional da Mulher mergulham profundamente nas lutas operárias e sufragistas que marcaram a virada do século XX. Diferente da narrativa mística de um único incêndio em 1857, a data consolidou-se através de ações coletivas coordenadas, como a marcha de 15 mil mulheres em Nova York, em 1908, que reivindicavam melhores salários e o direito ao voto. Esse efervescer polític...
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  Da Chibata ao Algoritmo – A Luta da Juventude Brasileira por Dignidade Saudações, leitores e leitoras do Historiar e Resistir . Após meses de imersão entre a sala de aula da escola pública e as jornadas de formação sindical por todo o Brasil, tenho a satisfação de anunciar a conclusão do meu livro: Herdeiros da Resistência - A Juventude e o Mundo do Trabalho . Esta obra nasce da necessidade urgente de conectar a história das lutas dos trabalhadores com os desafios tecnológicos que tentam asfixiar a juventude no século XXI. Agora o livro está em revisão, depois vai para diagramção e se tudo der certo para a grafica até o meio do ano. O Papel do Historiador e do Educador Este livro não é um exercício acadêmico isolado. Ele foi forjado no "esperançar" de Paulo Freire. Como educador que percorre o país literalmente atravessando fronteiras para debater o mundo do trabalho, percebi que a maior arma contra a precarização é o letramento político . Ao longo de 36 capítulos , a obra ...

O Novo Mapa da Exclusão: Trump e a "Primeira Resolução" sobre Gaza

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  Um documento obtido pelo jornalista Jamil Chade (publicado na íntegra no ICL Notícias ) revela os termos da primeira resolução do "Conselho da Paz", criado por Donald Trump com o apoio de cerca de 30 nações. O texto desenha um cenário de controle absoluto e unilateral sobre a Faixa de Gaza, sem qualquer espaço para a soberania palestina ou mecanismos de fiscalização internacional independente. Os Pilares do Controle Unilateral A resolução estabelece que Gaza será governada por indicados exclusivos do governo dos Estados Unidos. Os pontos centrais incluem: Poder Absoluto: Toda a autoridade legislativa, executiva e administrativa da justiça é conferida ao Conselho de Paz. Veto de Trump: O presidente dos EUA detém o poder de suspender qualquer decisão e é a autoridade máxima para aprovar resoluções, que serão publicadas apenas em inglês. Gestão Financeira e Militar: O Conselho terá autonomia para abrir contas bancárias, administrar doadores e supervisionar a Força Internac...

Estamos correndo um risco existencial

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  Estamos correndo um risco existencial O blog Historiar e Resistir tem como propósito refletir sobre os dilemas históricos e políticos que atravessam o Brasil e o mundo. Em tempos de incerteza, é fundamental dar voz a análises que não se acomodam ao senso comum e que buscam compreender os riscos que ameaçam nossa soberania e nosso futuro coletivo. Neste espírito, apresentamos o artigo de Paulo Nogueira Batista Jr. , economista e escritor, que já ocupou cargos de destaque no cenário internacional e nacional, como vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS e diretor executivo no FMI. Com vasta experiência e olhar crítico, Batista Jr. alerta para o que considera um risco existencial para o Brasil: a vulnerabilidade militar diante da ofensiva imperial dos Estados Unidos e a necessidade urgente de reforçar nossa defesa nacional. O texto que segue, intitulado “Estamos correndo um risco existencial” , foi originalmente publicado no portal Jornal GGN e também em versão r...

Papai Noel não existe! O fim da Novela da música do velho batuta...

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  Papai Noel não existe! O fim da Novela da música do velho batuta... Era uma vez uma novela sem mocinhos nem vilões claros, mas com uma banda punk no centro da trama. Quem acompanhou o enredo sabe: não se tratava de ficção televisiva, mas de uma investigação que parecia saída de um roteiro surreal. O palco? João Pessoa. Os protagonistas? Mao, Negralha e os demais integrantes dos Garotos Podres. O antagonista? Uma denúncia que nasceu mais da memória da internet do que da realidade de um show. A acusação dizia que músicas “controversas” dos anos 1980 haviam sido executadas. “Papai Noel, Velho Batuta”, “Fernandinho Viadinho”, “Führer” foram listadas como se ainda ecoassem nos amplificadores da banda. Mas o detalhe que desmontou a narrativa foi quase cômico: o denunciante sequer esteve presente no espetáculo. Baseou-se em vídeos e lembranças digitais, como quem confunde passado com presente. A Justiça da Paraíba, ao analisar o registro audiovisual do show, concluiu que nenhuma das can...

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